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Ouvidos misóginos

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Dona Chara e seu lindo chapéu-buquê

Tenho ouvido muito a cantora Chara recentemente, especialmente o primeiro álbum Sweet  de 1992 e Chara The Best de 95, que reúne seus melhores trabalhos até então. A sonoridade me agrada muito e me lembra Madonna na época de Bedtime Stories e Erotica. A voz bem aguda e bem infantil da Chara me remete a outras cantoras como YUKI, MEG e Shiina Ringo. Perguntei-me se uma cantora com a voz dela seria popular no ocidente. Neste texto irei apontar alguns motivos que me fazem acreditar que não.

No nosso lado do globo parece que gostamos de cantoras com timbres mais graves como Nina Simone, Beyoncé, Amy Whinehouse e Adele entre outras. Não estou ignorando Mariah Carey, conhecida por seus agudos de golfinhos, mas quantas surgiram com vozes tão agudas nesse meio tempo em comparação com as cantoras do Japão? No momento só me recordo de Ariana Grande. Um sinal de que cantoras de vozes finas, não tenham tanto apelo entra as gravadoras e o público.

Outra fato que me lembrei são os cantores como Piko, Show-ta e o vocalista da banda DaizzyStriper. Todos três contam com vozes capazes de alcançar notas altas.  Atualmente não conheço nenhum cantor ocidental masculino que atinja notas tão altas e esteja contratado por alguma grande gravadora. Só no Japão é possível encontrar cantores masculino com alcances parecidos de castrato atuando no mercado e possuindo uma legião de fãs que lotam casas de show.

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Amo os carões da YUKI

Cantoras com voz mais fina, aguda, geralmente soam como vozinhas chatas para os ouvidos ocidentais e são rapidamente rejeitadas pelo público daqui. Acredito que o agradável e o desagradável  são questões muito subjetivas, e portanto influenciado pela cultura onde fomos criados. A nossa cultura misógina, que além de odiar o feminino, odeia também o que pode ser associado ao feminino. Cores consideradas femininas, atividades consideradas femininas, roupas e sons, tudo relacionado ao feminino é sempre odiado, ridicularizado, diminuído. Por isso vocais mais graves, como das cantoras ocidentais que citei são consideradas boas, enquanto as vozes das cantoras japonesas, são consideras chatas.

Assim como nossa visão, nossas ideias, acredito que nosso ouvidos são condicionados a serem misóginos. Os sons, timbres que consideramos chatos, enjoativos, podem ser adorados por outras culturas. Rejeitamos imediatamente registros vocais mais agudo, em nossas mentes, feminino, enquanto no Japão esse tipo vocal é mais aceito. É preciso um esforço para dar abertura a esse tipo de voz, especialmente aos fãs ocidentais que escutam j-pop. Entender que vozes como da Chara e da Yuki são apreciadas em o público nipônico. Mantendo nossos ouvidos acostumados com um só tipo de voz, podemos perder toda a gama de vozes que existem no Japão e o mundo.

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Destrinchando (e especulações sobre) NCT

Hoje, em uma conferencia em Seoul foram reveladas mais informações sobre a nova boyband da agência coreana SM. Cumprindo seu plano de lançar uma boyband a cada quatro anos, NCT foi revelada.

NCT é abrevição de Neo Culture Technology e pode ser lida como “In city”, ou “Na cidade”. Ele atuará como um Hello! Project, uma marca da Up-Front Agency que gerencia vários grupos idols.

NCT será composto por vários grupos menores. Desta forma, assim como as idols locais japonesas, a promessa destes grupos é atuar localmente, em várias cidades do mundo. Tal como as franquias do AKB48.

O projeto  é composto por 40 integrantes masculinos, que formarão units para atuar em cada cidade. Hoje foram lançados dois teasers no site Naver, em um deles aparece um grupo de 5 integrantes. Se cada unit formada para atuar em uma cidade, e cada unit tiver 5 integrantes, então serão 8 cidades a serem contempladas pelo grupo, suponho. Os nomes dos integrantes não foram divulgados ainda.

A SM não está fazendo nada de novo, desde do H.o.t. é possível ver que eles pegam peculiaridades do pop japonês e transformam em estratégias de marketing que parecem inovadoras.  Aguardemos o debut oficial.

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Namie Amuro chega nos blogs americanos.

Namie na Chanel Cruise 15/16

Após sair da agência Vision Factory, Namie Amuro tomou as rédeas de sua carreira e foca seus esforços para alcançar o sucesso no mercado mundial. Para promover seu novo album _genic recheado de canções em inglês, Namie já lançou  três videos novos. Dois estrategicamente com a intenção de se tornarem virais.

O clip de Golden Touch pede que você toque a tela, de forma que o video parece interagir com o dedo do telespectador. Acredito que graças ao esforço de sua assessoria, O video promocional de Golden Touch apareceu nos sites em inglês SomeECard e no Buzzfeed. Feito raramente conquistado por um artista asiático.

Ainda dentro desse objetivo ela lançou Fashionista, video, além de mostrar por que ela é uma das melhores dançarinas do pop japonês, trabalha o esquema de cores que causou a confusão do famoso vestido azul  e preto. Ou branco e dourado?

Namie Amuro, cantora japonesa, teve inicio de sua carreira em 1992 com o grupo SuperMonkeys, graças a sua personalidade tímida mas ainda sim cativante, conseguiu conquistar a popularidade no Japão e seguiu em carreira solo em 1995. Foi uma das responsáveis por levar R’n’b para o pop japonês, assim como os conhecidos “featurings” com artistas do  rap e hip-hop local. Sendo uma das pioneiras do gênero conhecido como j-urban. Além de quebrar vários tabus na época, como ser a primeira a se tatuar, a primeira idol a casar, ter filho, e ainda continuar a carreira na música, quando a maioria geralmente se aposenta e tornam-se dona-de-casa.

Ícone da moda em toda Ásia, a japonesa esteve presente recentemente no desfile da grife Chanel, junto com artista como Tilda Swinton, Kristen Stewart e a modelo Giselle Budchen. Aos 37 anos, Namie continua a estampar capas de revista de moda, campanhas de cosméticos e os primeiros lugares da parada de sucesso japonesa. Sem medo de fracassar, a cantora tenta agora se tornar conhecida no mundo todo.

Edit: Depois de três dias de lançamento, o video finalmente atingiu a marca de 1 milhão de views.

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Grupos idol que exploram a diversidade sexual

Apesar de  ser considerado o país mais moderno da Ásia, o Japão ainda deve ainda muito na questão de igualdade para os que pertencem a minorias. Longe de ser um Brasil, onde gays lésbicas e transexuais são ofendidos, agredidos, mortos diariamente, a nação nipônica tem outra forma de expressar seu preconceito sendo por meio da ridicularização na mídia, ou por  desaprovação das pessoas LGBTs na família e no mercado de trabalho.

Felizmente, na terra do sol nascente, já existem pessoas se articulando para que essa situação mude. Junto com o inicio da primavera no hemisfério norte, a Tokyo Rainbow Pride acontece todo ano na capital do país. Para combater a homofobia nas diversas camadas da sociedade japonesa e celebrar a diversidade sexual, além da parada, o evento recebe stands das organizações não governamentais, e perfomances de artistas declaradamente homossexuais e transgêneros.  Aproveitando esse evento, listerei aqui algum dos grupos presentes.

Nijigumi Fights é um grupo formado a cinco anos atrás, exclusivamente por homens gays que segue a linha dos grupos com rotation system e cheios de sub-units. No site deles é possível ver o resultado da seleção para sétima geração de integrantes. O Nijigumi Fights tem um grupo irmão, chamado NijiFights WEST que atua no oeste do Japão. Ao todo são 42 caras.

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Nichoharo um trio que quer se tornar top gay idol. Já vi videos deles com 3, 4 e 5 integrantes, ou seja a formação parece ser bem instável. Fazem covers do Morning Musume e BiS, e apostam no bom humor. Assim como o Nijgumi Fights, o Nichoharo atua basicamente em bares e boates gays.

Uma das atrações que me surprendeu foi o grupo de homens trans da Stardust, mesma label do Momoiro Clover Z e Choutoukkyu chamado Secret Guyz. É interessante ver que uma grande agência japonesa tem entre seus artistas pessoas transexuais.

Mesmo não estando presente no line-up do TRP, o Kamachan merece destaque pela popularidade que vem ganhando. São três mulheres trans, new half em japonês. A que parece ser a mais popular entre elas, Ami Takeuchi, conseguiu ensaio sensual solo em dvd e recentemente apareceu em um programa de tv.

O Japão tem um forte mercado de entretenimento e os grupos listados foram apenas para ilustrar esse movimento que decorre atualmente fora da grande mídia, é certo que existem outros além desses citados. Como é de se esperar de todo grupo idol, a música deixa a desejar, exceto Hello! Project,. O destaque aqui fica por colocarem a cara no sol, e subirem aos palcos como assumidamente gays ou pessoas trans, já é m conquista a ser celebrada.

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Obras que provavelmente, nunca serão publicadas no Brasil

Sempre ao terminar de ver um filme, anime ou alguma série, pesquiso mais sobre os autores e o que inspirou a criar tal obra. Foi assim, após assistir ao filme Gedo Senki do Studio Ghibli, que acabei por descobrir a série de Terramar escrita por Ursula K. Le Guin. Pensei em incluir a série de Terramar nesta lista, no entanto os seis livros tem possibilidades de serem lançados aqui, pois um livro da autora já foi publicado pela editora brasileira Aleph. Além de existir uma versão em português dos livros de Terramar. Não é difícil conseguir baixar os arquivos em .pdf da série pela internet.

O que não ocorreu com os livros que irei listar aqui. Nenhum deles foi traduzido para o português, alguns nem para o inglês, por isso o que escrevo é baseado em sinopses da Wikipédia.

Não sou nenhum especialista em literatura, mas ouso escrever esta lista, pelo meu amor a séries de livro. Acredito que séries, principalmente as séries de fantasia, são uma ótima oportunidade do autor criar livremente e com detalhes um universo recheado de personagens e situações originais. Beneficiando os leitores que adoram dar uma fugidinha da realidade.

Iniciarei pelo título que mais recentemente me despertou curiosidade. Lendo sobre o mangá X – 1999 e Tokyo Babylon, autoria de Clamp, descobri a história foi baseada numa série de livros chamada Teito Monogatari, em português algo como Conto da Capital do Império. A série de 10 volumes narra a história de um espirito de um tenente morto, que usa ocultismo para se vingar do povo japonês e a única forma de detê-lo está nas mãos da jovem sacerdotisa de um templo xintô. Tudo indica que o tal espirito vingativo serviu de base para criação do Mr. Bison do Street Fighter, enquanto a sacerdotisa lembrou-me muito a Rei Hino de Sailor Moon. Pelo que entendi, nesta busca por vingança são feitas várias referências ao xintoísmo, a história do Japão e de Tóquio, lendas budistas, taoístas, folclore japonês e feng shui. Um sucesso de vendas, a série gerou animes, 3 filmes, mangás, jogos.

Capas dos três primeiros volumes feitas pelo ilustrador Amano Yoshitaka. ♥

Iron Crane Series: O filme de Ang Lee, O Tigre e o Dragão foi o que me levou a esta série. O livro em qual foi baseado o filme, na verdade é o quarto volume de uma série de cinco. Uma das narrações mais famosas no wuxia, gênero literário dedicado a ficção sobre artes-marciais, conta a história de 4 gerações de discípulos de uma escola de kung-fu. A “pentalogia” – não encontrei em nenhum dicionário online, termo para designar uma obra composta de 5 partes – não foi publicada em inglês oficialmente, mas já conta com uma tradução de um fã neste blog. O quinto livro da série está para ganhar uma versão para o cinema que deve sair esse ano ainda. Isso aumenta as chances da Iron Crane ganhar ao menos, um tradução para o inglês.

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Dream of Red Chamber: Este não é bem uma série, mas não queria deixar de fora. Este livro é considerado um dos maiores clássicos chineses e foi escrito no século 18. O enredo trata sobre o menino Jia e sua relação com sua prima doente e uma outra prima com quem está predestinado a casar. Com mais de 40 personagens principais é tido como o Romeu e Julieta chinês. Existe uma versão traduzida para o inglês, mas não encontrei uma em português. A obra de Cao Xueqin é tão importante para a China que existe um ramo academico chamado redologia, unicamente dedicado ao estudo de Dream of Red Chamber.

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The Twelve Kingdoms: Tive contato com essa série por meio do animê com mesmo título. No enredo, meio Fushigi Yuugi, a personagem principal vai parar magicamente em um reino que lembra muito a China antiga. Assistindo ao anime, apaixonei-me pelos kirins, criaturas mágicas similares aos unicórnios do Ocidente. Publicado originalmente como uma light novel, livros de leitura fácil e com ilustrações, virou anime. Dado o sucesso da série na tevê, chegou a ser publicado no Estados Unidos.

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Kiki’s Delivery Service: Kiki, uma menina que está aprendendo ser bruxa em uma cidade nova. A personagem, acompanhada do seu gato preto Jiji, fazem parte do imaginário das crianças nascidas na década de 90 no Japão ganhou filme para o Studio Ghibli. A popularidade do filme da bruxinha e dos elogios da crítica especializada ao livro foi tanta que rendou mais 5 sequências. O primeiro volume chegou a ganhar versão em inglês. Howl’s Moving Castle, outro filme do Studio Ghibli, não é série, mas é baseado em um livro inglês nunca publicado no Brasil. Definitivamente merece um citação nesta lista.

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Uma das capas japoneses de Kiki’s Delivery Service.

Quatro dessas obras exploram temas pouco familiares para o público ocidental, como o xintoísmo e mitologia chinesa, para quem é curioso como eu, isso não deveria ser um empecilho para a publicação no Brasil, pelo contrario, deveria ser o principal motivo para publica-las aqui. Existem leitores como eu, ávidos por conhecer universos de fantasia que fogem da tradição cristã-européia.

Mesmo não entendendo nada sobre o mercado editorial brasileiro, pensei em alguns fatores que impedem essas séries venham pra cá. Dentre elas, nossas editoras parecem preferir publicar histórias com valores cristãos e eurocêntricos, tornando mais inacessível as obras de escritores orientais, ignorando a existência de um mundo de autores ainda pouco explorados pelos leitores ocidentais. Além disso, publicam só o que alcança um sucesso considerável nos Estados Unidos. Somando a tudo isso, existe uma certa resistência aos livros de fantasia aqui no Brasil.

Escrevo esta lista na esperança de ser lida por alguma editora brasileira que deseja arriscar ao publicar estas obras tão importantes do outro lado do mundo.

Fonte: 1 2 3 4 5

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THE DEFINITION OF IDOL II: Local idols

Perfume em campanha para o turismo em Hiroshima.

Depois de tentar definir o que é idol neste artigo, iremos nos aprofundar no que é uma idol local. Uma definição bem direta seria “idols que atuam apenas localmente, em distritos de Tóquio ou em cidades menores”. Excetuando-se as franquias do mega-grupo AKB48, as idols locais tem pouca projeção nacional, a maioria ainda não possuem contrato com nenhuma gravadora de grande porte, portanto sendo denominadas indies, e raramente  fazem turnês nacionais.

Não é raro que grupos idols se iniciem e terminem sem que nunca cheguem a alcançar o sucesso em escala nacional. Algumas idols, inclusive preferem focar as atividades em suas cidades. Outros grupos conseguem sucesso o suficiente para se tornar ícones do pop japonês, como é o caso do trio Perfume, que iniciou suas atividades fazendo shows no meio da rua em Hiroshima.

Os locais das apresentações variam, são sempre estacionamentos, na porta da loja, na pracinha do bairro, na galeria de lojas que fica perto da estação de metrô. Algumas até conseguem participação em canais de tv e rádios locais. Geralmente são convidadas por algum orgão do governo, estabelecimento ou empresa para ser atração de algum evento. Desa forma os grupos ou solistas idol locais conseguem criar uma comunidade de fãs em suas cidades.

Kanna Hashimoto do Rev. from D.V.L

Algumas garotas de grupos idols locais conseguem projeção nacional como a Kanna Hashimoto do Rev from D.V.L. da cidade de Fukuoka, após uma de suas fotos ter viralizado pela captura do movimento e beleza da garota. A energia esfuziante de Rikako Sasaki chamou atenção do produtor Tsunku e hoje a garota faz do grupo Angerme, conhecido nacionalmente e internacionalmente.

É fascinante pensar que por a produção não ser centrada em uma só cidade, ou por uma só agência, ou em um único canal de TV como acontece aqui no Brasil, existe a possibilidade de qualquer pessoa entrar na industria do entretenimento. Tornando-o mais competitivo e mais diverso.

Fontes: 1

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RE:ESCUTA ~ Os melhores albuns de 2014~

Com a proposta de mostrar um pouco do melhor feito na Ásia em 2014, e ir além da Oricon, anisongs, divas da Avex e da agência coreana SM, resolvi chamar alguns colaboradores para me ajudar a montar a primeira retrospectiva aqui no blog com os melhores do ano que já passou. Aproveite que 2015 só começa depois do carnaval para ouvir nossas indicações.

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2NE1 – CRUSH (álbum)

Ouve-se por todo o álbum o novo som da YG, em que o hip-hop eletrônico de camadas crocantes foi tendo as arestas aparadas, o multicolorido dando lugar à finesse do preto-e-branco, englobando estruturas e sons ainda pouco convencionais no mercado do k-pop. Enveredando por tempos mais lentos, a qualidade e o grude das músicas se sustentam nos rompantes vocais de Bom, nos raps fechativos de CL e nas melodias harmônicas de Dara e Minzy. Nem todos os artistas da YG têm conseguido alcançar a maestria de totalizar esse strip de camadas como o 2NE1.Breno

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amber gris – Across the blow

Dentro de uma cena visual kei supersaturada de bandas com um som pesado inspirado em metalcore e outros tipos de “core”, o amber gris, junto de outras bandas como Moran e Blu-BiLLioN, continua crescendo e desenvolvendo seu som com toda a sutilidade encontrada em grupos antigos de soft kei. Fica clara a sutilidade e leveza com que cada música é criada, trazendo uma mistura de nostalgia e melancolia comparável a clássicos de grandes da cena, como LUNA SEA. A ausência de bandas anteriores dos membros, como Sugar e Ruvie, felizmente vão se tornando menos importantes com músicas como “from mouth”, “The sad things” e “alone≠”. – Rômulo

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アルカラ – CAO

Mesmo seguindo fórmula similar a álbuns anteriores da banda, “CAO” é definitivamente o melhor álbum do Arukara. O sétimo LP da banda compensa a inconsistência de lançamentos recentes com um conjunto consistente e coeso de algumas das músicas mais memoráveis em toda a sua discografia, fazendo uso de elementos pelos quais a banda já se tornou conhecida: os refrões grudentos, o uso de gaita e violino e toda a excentricidade que carrega o som da banda. Destaques para “アブノーマルが足りない”, “む・つ・ご・と”, “愚痴ばっかりのローレロレロ” e “ガイコツマン”. – Rômulo

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張惠妹 a-mei – 偏執面 faces of paranoia

Cantora Taiwanesa, nesse álbum, por mais que as musicas sejam mais baladinhas e com letras mais psicóticas e querendo mostrar que algumas “doenças mentais” na verdade faça parte da vida humana, mostra como ela é uma cantora que sabe o que faz, mesmo que ela seja proibida de voltar pra China continental por isso, como ela foi! Embora se eu fosse indicar um álbum eu indicaria o 阿密特 AMIT simplesmente porque ela canta em dialetos nativos de Taiwan, e por ter nesse mais pop rock. Tadeu.

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BiS – WHO KiLLED IDOL 

WHO KiLLED IDOL é um ótimo registro das experimentações do BiS com a imagem de idol e os mais diversos gêneros musicais, o que dá uma cara diferente mesmo às canções mais comuns do grupo. Das 15 faixas de WHO KiLLED IDOL, oito são antigos singles lançados pelo grupo ao longo de 2013, o que pode ter decepcionado alguns fãs pela falta de ineditismo. Contundo, estes se unem com muita coesão às novas canções – a maioria direcionada pro rock –, que mantêm a qualidade dos singles e não estão ali só pra encher linguiça. Os destaques, dentre as novas músicas, vão para as vibes new wave de “マグマト” e a vibe j-rock de “ERROR”.Breno

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Especia -Gusto

Este grupo me foi apresentado pelo Alvy. Antes de ouvir pensei que Especia era mais um grupo idol entre os milhares que surgem a cada mês. Logo nas primeiras faixas pode-se notar que o grupo traz novos temperos de música e gêneros também novos como city pop e vaporwave. GUSTO, uma receita que leva aqueles riffs de guitarras funkeadas, sintetizadores e saxofones é uma prova de que o pop japonês está ligado com as tendencias mundiais. Dentre a faixas preparadas por Yuki Yokoyama, destaco No1 Sweeper e L’elisir de d’Amore. – Dokidoki_danger

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Dir en grey – Arche

Pelo tempo que acompanho o  grupo, o que mais me chamou atenção neste album foram as notas agudas que o Kyo alcançou, o canto lirico. Os riffs de guitarra também, violentos ou melancolicos, marcaram presença em Arche.  Posso dizer que é um dos albuns mais calmos da banda, mas ainda sim com todo aquele tormento mental caracteristicas do Dir en grey. – Dokidoki_danger

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Gotch – can’t be forever young

Álbum de estreia do projeto solo do vocalista e guitarrista do Asian Kung-fu Generation, 後藤正文 Gotoh Masafune, ainda que alternativo segue um estio menos adolescente que AKFG, com musicas mais calminhas, a musica que mais gostei foi Aspirin/アスピリン cantada algumas partes cantadas em falsete, muito relaxante escutar o álbum todo.Tadeu

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HITOMITOI – Pacific High/Aleutian Low

Desde “DIVE” a HITOMITOI tem se firmado num gênero específico de música Pop chamado City Pop e todos os seus lançamentos seguem uma linha bem semelhante, baseados em estações do ano. O Pacific High/Aleutian Low mistura músicas de verão e inverno e explora as maiores qualidades do “Surfbank Social Club” (de 2013) e “Snowbank Social Club” (de 2014).Alvy

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木村カエラ (Kimura Kaela) – MIETA

Não sei se é porque o último álbum dela, o ROCK, não foi lá essas coisas, a maioria dos covers na verdade nunca é lá essas coisas, mas MIETA foi praticamente um presente pra ela mesma de aniversário de 10 anos de carreira, e com gravadora própria agora, ela pôde fazer musicas do modo como queria, mostrando uma volta as raízes talvez, mesmo assim soando novo.Tadeu

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きのこ帝国 – フェイクワールドワンダーランド

Kinoko Teikoku vinha de muito hype na cena indie do Japão com uma sequência de álbuns misturando uma sonoridade pop e emotiva com elementos de shoegaze carregados pela voz de Sato. Fake World Wonderland assustou muitos fãs com músicas mais leves e acessíveis, mas basta algumas rodagens para perceber que a toda a essência da banda permanece, agora com mais experiência vivida em turnês pelo Japão e shows pelo ocidente. A sequência desnecessária de faixas pequenas e interlúdios não interfere no produto final do CD, que, diferente dos anteriores, deixa um gosto mais alegre e positivo. Destaques do CD são as três primeiras faixas: “東京”, “クロノスタシス” e “ヴァージン・スーサイド”. – Rômulo

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Miliyah Kato – MUSE
Nunca ouvi um álbum de 10th anniversary tão sólido quanto o da Miliyah. Ela já tinha lançado um álbum excelente (Loveland) esse ano, e não é muito a cara dela lançar muita coisa em sucessão, mas o MUSE realmente tinha cara de algo que ela queria fazer, com estilos frescos e atuais, covers fantásticos e uma música que resume a carreira inteira dela em termos de singles, como um megamix em forma de música nova.Alvy
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Morning Musume’14 – 14 sho: The Message
Este album é o último com a Sayumi Michishige, que fez parte do grupo por mais de 10 anos. É o primeiro da fase ‘14 do grupo, recheado de faixas de  eletronic dance music. Entre as inéditas merece destaque Kirari to  Hikaru Hoshi, estrelada pelas principais vozes do grupo atual Riho Sayashi e Sakura Oda. – Dokidoki_danger
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Nell – Newton’s Apple
Nell deu fim à “trilogia da gravidade” com mais um álbum carregado de melancolia e maturidade, dessa vez usando mais elementos eletrônicos como forma de ambientar as faixas em sua temática e tornar o produto final num CD mais acessível e leve do que o seu predecessor, “Slip Away”, de 2012. Mesmo com alguns tropeços dentro da trilogia (o mini-álbum “Escaping Gravity”, em particular), o grupo continua numa trajetória positiva desde o retorno dos membros do exército coreano. Destaques entre as faixas ficam por conta de “지구가 태양을 네 번”, “Dear Genovese”, “침묵의 역사” e “소멸탈출”. – Rômulo
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Shiina Ringo – SUNNY ou 日出処 (Hi Isuru Tokoro)
Apesar de muita gente não se sentir da mesma forma, o “SUNNY” se tornou facilmente meu álbum favorito da Shiina. Eu sempre gostei muito da energia do Tokyo Jihen e sinto que esse álbum poderia ser muito bem um disco deles, com músicas que brincam com jazz, lounge, rock, música eletrônica e um toque brasileiro também, sem nunca deixar de ser totalmente representativo do Japão. – Alvy
Não sei se é pelo mesmo motivo da Kaela, por ela ter lançado um álbum de selfcover, o que não quer dizer que por ela ter escrito as musicas ela ia combinar com essas musicas…,Hashire Wa Number, Irohanihoheto, Ariamaru Tomi são ótimas, que dão um ótimo sentido de nostalgia por algum motivo, embora não tenha gostado de カーネーション e NIPPON, o álbum todo só mostra como parece que ela tá sempre melhorando mesmo fazendo Jazz e Rock, estilos que já estão fora de moda, o que não devia por serem estilos maravilhosos. – Tadeu
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TK from凛として時雨(TK from Rin Toshite Shigure)- Fantastic Magic
TK deu início a sua carreira solo com algumas de suas melhores músicas (“Abnormal trick”, “phase to frase”) em seu primeiro álbum, mas ainda com dificuldades de diferenciar seu estilo daquele de sua banda principal. “Fantastic Magic” traz TK tentando novos elementos musicais sem medo de cruzar a barreira do mainstream, o que fica evidenciado em “Shinkiro”, colaboração com a artista de J-pop Chara, e acertando em se afastar um pouco da complexidade musical do 凛として時雨 para criar uma identidade própria e mais pessoal. Outros destaques do álbum são a faixa-título, “Spiral Parade” e os singles “contrast” e “unravel”. – Rômulo
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Twilight Time – Various Artists
Compilação que saiu esse ano com artistas japoneses do gênero City Pop, incluindo a HITOMITOI. É um álbum fantástico para conhecermos todas as cores e texturas do gênero por artistas bem reconhecidos e artistas menos reconhecidos dentro do gênero. É um álbum que cheguei a ouvir bastante por combinar com qualquer momento. – Alvy
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Utada no Uta – Various Artists
Esse álbum deu o que falar por causa da participação da Ayu, especialmente, e é um álbum muito arriscado considerando que trata-se da Utada intocável rainha do universo, mas alguns covers saíram impecáveis (especialmente Letters e For You) e outros caíram no gosto dos ouvintes pelas mais variadas razões. Sempre vai ter algo nele pra gostar. – Alvy

yuki Yuki – Fly

Um dos melhores álbuns do ano, pra mim, com musicas como 誰でもロンリー (Dare demo Lonely) por exemplo, que fala que mesmo quem ri alegremente todos nós na verdade somos solitários, se apaixonam e tem poucos talentos, e por isso não tem problema, um clichézinho lindo. E スリーエンジェルス, que pra mim, é a musica que soa mais a cara dela.Tadeu

A lista foi montada com uma certa urgência, do dia pra noite, para aproveitar que ainda estamos em janeiro. A intenção é que essa retrospectiva aconteça todo ano para que possamos conhecer artistas que passaram despercebidos durante o ano. Ficou bem diversificada, não é? Aguardem que essa semana ainda posto a lista com melhores singles de 2014.